quinta-feira, 10 de março de 2011

O Diário do Professor Arnaldo ? A fome nas escolas

Publicado em 19 de Novembro de 2010 por Arnaldo Antunes no site aventar


Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.

Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar.

De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude.

Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…

Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».

Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?

É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.

                                                                                                                           por Professor Arnaldo, www.aventar.eu



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

De olhos fechados

Olhando de frente para o mundo, vemos que algo não está correcto.

Vemos o sofrimento, a dor, a angústia nos olhos das crianças, de homens que choram como crianças de mães que gritam de dor. Vemos aquilo que criámos. Vemos a podridão, o crime, o ódio, vemos tudo isso mas fechamos os olhos.


De olhos fechados vemos a alegria, o sorriso, vemos as crianças a brincar, os homens que riem e as mães que sorriem. Vemos aquilo que gostaríamos ter criado. Não queremos ver o real, queremos continuar neste mundo “PERFEITO” cheio de coisas tão boas, onde a realidade não chega.


Queremos voltar atrás no tempo e mudar tudo. Mas não pudemos. O que devemos fazer?


Devemos abrir os olhos.


Fonte: historiasdeumlouco.weebly.com
de Ricardo Pereira

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O seu filho vê bem?

O seu filho vê bem?

Logo que o bebé nasce, a mãe deve se certificar de que passou pelo exame do
reflexo vermelho, que poderá identicar uma ou mais doenças que podem levar à
deficiencia visual. Entenda melhor!                                           Continuação...
Fonte:medicosdeportugal.saude.sapo.pt


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Tricana de Coimbra

É a mulher de Coimbra. Figura mítica e emblemática da cidade desde os finais do século XI

A tricana está presente em muito da literatura portuguesa, muitos escritores e poetas descreveram sobre as tricanas nas suas obras, bem como vários fados coimbrões.
Veste-se com saia preta, um pequeno avental, blusa, lenço na cabeça e traz o Xaile traçado ao ombro.
A tricana carregava sempre consigo um cântaros de barro ou lata quando ia ao Rio Mondego buscar água.
Actualmente a imagem da tricana é reavivada pelos grupos folclóricos da região.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

                                                                         Fotos de José Carlos  

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Mudança para mais tarde...

Os Portugueses deixaram passar ao lado uma boa oportunidade de mudança...
Vamos continuar a apoiar este Senhor porque ele merece todo o nosso respeito!
Um Enorme abraço para o Fernando Nobre e para todos os que o ajudaram ao longo destes meses.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011






quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Trevões

"Trevões é uma freguesia portuguesa do concelho de São João da Pesqueira.
Foi sede de concelho entre 1159 e meados do século XIX. Era constituído apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 902 habitantes. Após as primeiras reformas administrativas do liberalismo foram-lhe anexadas as freguesias de Penela, Póvoa de Penela, Castanheiro, Espinhosa, Paredes, Riodades, Valongo, Várzea e Pereiro. Em 1849 tinha 5 804 habitantes."
                                                                                                                                                               Fonte: wikipedia.org




 
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